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Lei anti-tabaco Fundamentalistas!? – Quem, os não fumadores? - Então e os Migueis?
#1
Até 2002 fumava uma média de três maços de tabaco por dia. Comecei como muitos da minha geração a fumar aos 10 anos, por snobismo, vaidade e convencimento de que era um atalho para a conquista do sexo oposto (estava redondamente enganado).

Aos 42 anos foi-me diagnosticado um enfarte coronário que após um conjunto de confusões e tratamentos infrutíferos, me conduziu à mesa de operações onde fui submetido a três by pass.

Daí resultou que tenho uma serie de condicionalismos na minha vida, despendo de um valor regular para a farmácia, tenho os seguros de vida mais caros 100% que o normal, etc. etc.
É evidente que as escolhas foram minhas e todos temos direito às nossas escolhas. O que acontece, é que as nossas escolhas, por puro e duro egoísmo, afectam os que nos rodeiam, mas nós quando somos fumadores vivemos num verdadeiro estado de “quero lá saber”. Fiz muitos dos que gosto e outros que nem sequer conhecia suportarem o meu fumo. A TODOS O MEU HUMILDE E SENTIDO PEDIDO DE PERDÃO.

Nestes anos – pós-operação – mesmo tendo provas do que o que acto de fumar prejudica a saúde aguentei, como muitos, o fumo dos outros. Por fim, só depois de muitos recuos cobardes por parte dos nossos políticos, lá foi aprovada a Lei anti-tabaco.
Uma Lei desta índole não pode ser dúbia e/ou ter excepções; o tabaco mata, os fumadores activos e passivos!

Tenho assistido a pedidos, abaixo-assinados e pressões de grupos económicos, para que deixe de ser proibido fumar aqui ou ali. Depois da polémica dos Casinos, é agora a Associação da Restauração a querer uma excepção. Alegam redução de clientes: É MENTIRA! UMA GRANDE MENTIRA!

Dirão vocês que me vão ler: “está a chamar-lhes mentirosos, então prove, apresente provas da sua afirmação.”

Meus caros, eu respondo-vos com as mesmas provas desses reivindicadores. Eles também não conseguem fazer prova que a redução de clientes está relacionada com a entrada em vigor da Lei anti-tabaco. Existirão muitas razões pelas quais as pessoas, desde o princípio do ano, não vão tanto a restaurantes, bares ou discotecas e uma delas:
É A FALTA DE DINHEIRO! Não a proibição de fumar.


A assiduidade a estes espaços em Janeiro está, este ano, como em todos os anteriores, a sofrer a depressão pós-Dezembro, (as pessoas gastam demasiado dinheiro na altura das festas). Esta é verdadeira razão do abaixamento de clientes nos espaços de restauração e congéneres.

Os proprietários desses espaços o que pretendem é retirar aos seus clientes o desconforto de terem de sair das instalações para fumar. Então e eu e tantos outros que, muitas vezes, para termos um pouco de ar respirável em determinados locais tivemos, durante anos, de vir comer e beber para as esplanadas, inverno atrás de inverno?

Em todos estes anos em que não existia o imperativo legal, nunca vi um só proprietário a ter coragem de dizer: “Na minha casa não se fuma para respeitar os clientes não fumadores”. Mesmo nas casas com grandes áreas muito raras eram as que tinham espaços de não fumadores - não era obrigatório por Lei – no entanto, agora, com a aplicação da Lei anti-tabaco a preocupação dos diversos responsáveis desde as empresas aos restaurantes, bares e discotecas com área para tal, o que fizeram foi a correr muito criar áreas de fumadores.

Como se isso não bastasse, hoje, por via das pressões das indústria do tabaco, em todos os filmes e/ou series televisivas com origem nos EUA (a maioria que os nossos jovens vêem) existe uma doentia apologia ao consumo do tabaco. Reparem que pelo menos um dos protagonistas é fumador e fuma desalmadamente, e é frequente verem-se jovens, muito novos, também a consumir tabaco (publicidade nada dissimulada).

A somar a isto tudo existem “fazedores de opinião” como por exemplo o Dr. Miguel Sousa Tavares que vimos com frequência indignar-se com tanta coisa que afecta a humanidade, mas defender e se necessário “com o sacrifício da própria vida” a imediata suspensão da Lei para ser repensada. Outros há que pedem a demissão do Director Geral da Saúde.

Na mesma linha de pensamento e direito, eu reclamo:
- A imediata demissão de todos os Órgãos do Estado (empresas participadas incluídas) dos políticos que directa e/ou indirectamente atrasaram o aplicação da Lei hoje em vigor;
- A retirada dos filhos a todos os pais fumadores;
- A imediata proibição de venda de tabaco em locais públicos;
- A imediata proibição da plantação de tabaco em todo o território Nacional.
Estas sim eram medidas anti-fumadores. A actual Lei é, apenas, contra o consumo onde os fumadores têm de privar com não fumadores. Por isso Senhores Fumadores, TENHAM VERGONHA E CALEM ESSAS RECLAMAÇÕES E RENVINDICAÇÕES.
Júlio Santos
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